DISPENSÁRIO SANTA TEREZINHA




PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DE EDUCAÇÃO INFANTIL



 

Rio de Janeiro
2006

Diretora da Instituição

Maria da Glória Wanderley Xavier


Organização do Projeto

Ana Rosa Costa Picanço Moreira
Laïs Bello Martins Ferreira



É mudando o presente que a gente fabrica o futuro;
Por isso então a história é possibilidade e não determinação.

Paulo Freire

 

 

 

 

Sumário




Justificativa .................................................................

Pressupostos filosóficos...............................................

Características da Instituição.......................................

Propostas de ação......................................................

Objetivos educacionais...............................................

Rotina das turmas.......................................................

Interação instituição-família.........................................

Processo de inserção à instituição...............................

Avaliação..................................................................

Anexo.......................................................................
 

Justificativa

                                                    
                                         

                                           


O crescimento do atendimento à criança pequena no Brasil e no mundo é fruto de determinantes históricos como a expansão dos centros urbanos, a participação efetiva da mulher no mercado de trabalho e os novos arranjos e funcionamentos familiares, principalmente. Esse movimento tem acarretado a necessidade de se repensar o trabalho desenvolvido nas creches e pré-escolas, atualmente compreendidas como Educação Infantil.

A inclusão da educação infantil no sistema educacional, a partir das determinações da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96 ), estabelece que essa é a primeira etapa da educação básica, cabendo à Educação Infantil integrar educação e cuidado, levando em consideração as condições sócioculturais para o desenvolvimento das crianças.

Para enfrentar os novos desafios do cotidiano da Educação Infantil, urge a necessidade de se Ter em mãos um instrumento que clarifique as possibilidades e limites da instituição, delineando o horizonte da caminhada, estabelecendo a referência geral e expressando o desejo e o compromisso com o coletivo.

O Projeto Político-Pedagógico é assim compreendido numa perspectiva dinâmica, em constante reformulação a partir das transformações da instituição, comunidade, sociedade, pois, trata-se da manifestação de sujeitos concretos, contextualizados e comprometidos com uma educação de qualidade.

.A elaboração deste projeto iniciou-se com uma série de discussões e reflexões, realizadas dentro e fora da instituição, em semanas e dias pedagógicos, grupo de estudos, fóruns de educação infantil, encontros acadêmicos etc., e foi baseada numa análise atualizada da população atendida e suas necessidades de educação e assistência, articulada com as exigências do mundo atual. Para tanto, levamos em conta nossa realidade, necessidades, diferenças, buscando, a compreensão e o respeito à criança, garantindo, em parte, a realização de um trabalho de qualidade.

O projeto foi ganhando forma na interação entre os diferentes sujeitos envolvidos: educadores, crianças, famílias, equipe técnica, coordenação, direção e demais funcionários.

Dispomos dos seguintes instrumentos para a identificação da nossa clientela e suas necessidades
:
a) entrevistas psicossociais com as famílias,
b) relatórios ou registros do cotidiano das turmas,
c) reuniões com responsáveis e
d) observações participante das crianças.

Vale ressaltar que a análise dos dados é realizada de modo interdisciplinar, discutida periodicamente em reuniões de equipe técnico-pedagógica .


 

Pressupostos filosóficos

 



Concebe-se a criança a partir de uma visão antropológica e histórica, inserida, portanto, num determinado contexto de relações com a natureza, com outras pessoas e consigo mesma. Nas interações com os outros e com o mundo, numa rede de significados, a criança se desenvolve ativamente e se constitui em um ser único.

A criança possui uma forma única de pensar e agir. Na interações com o meio físico e social ela se esforça para compreender o mundo que a cerca através de brincadeiras, principalmente.

O eixo filosófico assumido valoriza a construção social do sujeito como permanente, fruto de um processo histórico. Da mesma forma, a educação deve estar dirigida para a ação social crítica, baseada no diálogo, na troca e no confronto de idéias. Constitui-se ao mesmo tempo como fenômeno individual e social.

A Pedagogia Crítica considera o processo educativo como um empreendimento político-cultural, devendo unir conhecimento e poder para usá-los no desenvolvimento de uma cidadania plena. Educar implica inserir o ambiente educativo na sociedade, no sentido de discutir as interferências de um sobre o outro, selecionar os conteúdos pertinentes a serem tratados com as crianças e como desenvolvê-los.

Para tanto, o projeto pedagógico deve estar voltado para o planejamento de situações desafiantes que levem as crianças a descobrirem, criarem e transformarem o conhecimento de si e do mundo que a cerca. Não cremos que a educação seja capaz de transformar sozinha a sociedade, mas, certamente, ela se constitui em um instrumento de transformação.

Ao alcançarem, na reflexão e na ação em comum, este saber, na realidade se descobrem como seus refazedores permanentes. (Freire, 1970)

Entendemos que a educação da criança de zero a seis anos deve promover o desenvolvimento de seus múltiplos aspectos, como o cognitivo, social, emocional, psicomotor, cultural e político, de maneira dialética. Ou seja, pensamos esses aspectos como partes ou pequenas totalidades pertencentes a um todo maior, a criança, que por sua vez encontra-se inserida em uma matriz sócio-histórica.


Partindo do princípio que a criança é o próprio agente de seu desenvolvimento, o educador tende a assumir um papel desafiador, provocando desequilíbrios (conflitos cognitivos) para que a criança, através de reequilibrações sucessivas, seja estimulada a descobrir e, portanto, a construir o conhecimento.

O educador também, organizador de experiências, intervém no processo de construção de cada um, procurando estar atento à fala das crianças ( reveladora de suas concepções e hipótese) e, a partir daí, propor questionamentos e acrescentar dados que gerem conflitos e reflexões. Esta intervenção faz do educador em elemento importante na educação: é aquele que planeja, avalia e re-orienta.


                                

 Características da Instituição




O Dispensário Santa Terezinha é uma instituição filantrópica que atende a aproximadamente 320 crianças, de 1 a 12 anos, provenientes das comunidades de baixa renda da Rocinha e Vidigal, principalmente. Funciona em regime de tempo integral, isto é, das 8 às 17 horas, de Segunda à Sexta-feira.

Geralmente, as crianças atendidas são filhas de trabalhadoras, na sua grande maioria, diaristas ou empregadas domésticas que trabalham na região ou adjacências.

A maioria das famílias é originária dos estados do nordeste, e os costumes e práticas da região procuram ser destacados no trabalho pedagógico com as crianças. Assim, as famílias costumam ser solicitadas a participar do desenvolvimento das atividades, e não apenas dos eventos institucionais como festividades, reuniões, palestras, apresentações de projetos.

Fundado em 1926 pelo grupo Senhoras da Gávea, uma associação de caráter particular, o Dispensário Santa Terezinha prestava auxílio exclusivamente material e moral, através da obra do quilo. Em 1956, em prédio próprio, a instituição inaugurou o serviço de creche para filhos de trabalhadoras, empregadas domésticas, na sua grande maioria, com ênfase na perspectiva higienista-assistencial. Nos anos 70, o espaço físico foi ampliado e a instituição já atendia a 120 crianças de 2 a 6 anos de idade distribuídas em salas específicas por faixa etária, e contava com diversos técnicos (pedagogo, psicólogo, fonoaudiólogo, assistente social e pediatra) direcionando suas ações para o âmbito da educação compensatória, de estimulação cognitiva e motora. O apoio sócio-pedagógico a crianças de 1ª a 4ª séries, em regime de tempo parcial, começou a fazer parte das propostas da instituição. No anos 90, o berçário foi construído para atender a crianças a partir de um ano, e uma nova tendência se edificou: o Dispensário como um espaço de socialização da criança.
 

 

 Atualmente, a instituição contempla os níveis de:


                                

- Educação Infantil, em regime de tempo integral, para crianças do Berçário ao Jardim e
- Apoio sócio-pedagógico, em regime de tempo parcial, para crianças da turma Educação Infantil até a 4a série do Ensino Fundamental, as quais freqüentam a escola pública.

 


 

  Recursos materiais e humanos:



                                 

A instituição dispõe de salas específicas para cada turma, com capacidade para até 40 crianças, e são organizadas da seguinte forma:

-Berçário - 43 crianças para 4 educadoras;
-Maternal 1 - 43 crianças para 3 educadoras;
-Maternal 2 - 43 crianças para 2 educadoras;
- Jardim - 43 crianças para 2 educadoras.

As crianças são divididas em subgrupos e ocupam diferentes espaços da instituição ao longo do dia, com vistas a respeitar as possibilidades de interação criança-adulto.

A turma Educação Infantil permanece na instituição durante meio período, portanto, as turmas se constituem de aproximadamente 21 crianças para 2 educadoras.


 

Equipamentos


                                     


Cada sala dispõe de 1 aparelho de som. A TV e o vídeo cassete encontram-se no refeitório para uso das diferentes turmas em horários diversos.

A instituição possui uma biblioteca onde as crianças costumam freqüentar periodicamente, para explorar os livros livremente, escutar histórias, pesquisar etc..
 


O quadro funcional é composto por:
 

 

 


Função docente:

 



 educadoras com os níveis de escolaridade:

a) Médio cursando complementação pedagógica: 01
b) Médio modalidade Normal: 05
c) Cursando normal superior: 01
d) Superior (Pedagogia): 02
e) Cursando Pedagogia: 02


 1 professor de jogos e recreação, que trabalha com a turma de Educação Infantil.

 

 



Função técnica:
 

1 psicóloga
1 pedagoga
1 assistente social
1 pediatra
2 dentistas


Função administrativa:

 


1 gerente administrativa
1 auxiliar administrativa
1 auxiliar de escritório
1 gerente de serviços gerais



Função de apoio:

 

 



2 serventes
3 cozinheiras

O organograma das funções estabelece uma hierarquia, apontando para a existência de relações construtivas.


 

  Proposta de trabalho    

                              

 


EmEm relação às ações desenvolvidas com as crianças, destacam-se:

 


- programa de assistência social (acompanhamento e apoio às famílias por uma assistente social);
- programa de nutrição (oferecimento de 4 refeições para as crianças em tempo integral e 3 para as de tempo parcial);
- programa de higiene e saúde (realização da higiene bucal e corporal, sob a orientação de 1 pediatra e 2 dentistas e supervisão das educadoras);
- programa educacional (atividades de cuidado e educação, orientadas por 1 pedagoga e 1 psicóloga e desenvolvidas pelas educadoras das turmas);
- programa voluntário de ensino religioso, inglês e atendimento psicopedagógico, baseados em projetos de trabalho.
- 1 contadora de história que trabalha com as turmas de maternal 2 e jardim (desde 2005)

 



Em relação à formação continuada do educador:
                                  
 



- grupo de estudos: realizado quinzenalmente, com o objetivo de estudar temas específicos, com o auxílio da leitura de textos sobre educação e desenvolvimento infantil;
- grupo operativo: realizado quinzenalmente, com o objetivo de favorecer a cooperação, a autonomia e a auto-estima dos educadores através de dinâmicas de grupo, principalmente;
- planejamento coletivo: realizado mensalmente, com o objetivo de integrar o planejamento de todas as turmas de educação infantil;
- oficina de textos: realizada mensalmente, com o objetivo de produzir material educativo para as famílias.
- semanas pedagógicas: realizadas 2 vezes no ano para a atualização dos educadores, onde são abordados temas como saúde, higiene coletiva, relação com a família e planejamento pedagógico;
- dias pedagógicos: realizados mensalmente, com o objetivo do aprimoramento nas áreas de matemática e português;
- supervisão psicopedagógica: realizada semanalmente para a reflexão do trabalho educativo, do comportamento de crianças etc.

Adotamos como documento norteador de nossas práticas o Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil (1998), o qual se constitui em orientações pedagógicas que são estudadas, discutidas e ressignificadas para nossa realidade.

A interdisciplinaridade aplicada ao processo educativo infantil busca formar redes entre as áreas de conhecimento específicas, propiciando a realização de atividades com múltiplas abordagens, isto é, promovendo o desenvolvimento e a integração entre os aspectos físicos, emocionais, cognitivos, psicomotores, sociais e culturais das crianças.


 



 
Objetivos educacionais
 



De acordo com a perspectiva sócio-histórica de desenvolvimento humano, o Dispensário Santa Terezinha tem como objetivos que as crianças sejam capazes de:

- Crescerem como cidadãos críticos e conscientes de sua responsabilidade social;

- Construírem uma imagem positiva de si, de modo a ampliar a sua autoconfiança;

- Priorizarem ações de cooperação e solidariedade, desenvolvendo as atitudes de ajuda e sua autonomia;

- Construírem formas de autocuidado e cuidado com o mundo físico e social;

- Construírem conhecimento a partir de vivências significativas;

- Desenvolverem diferentes formas de expressão e comunicação (corporal, oral, gráfica);

Privilegiamos como metodologia de trabalho com a criança pequena a brincadeira, seja ela livre ou orientada. Brincar é a forma privilegiada de a criança construir conhecimento, da mesma forma que é brincando que ela aprende a brincar.

Acreditamos que para a criança exercer a sua capacidade criadora é necessário que haja riqueza e diversidade nas experiências que lhe são oferecidas.

A programação da instituição baseia-se na organização e reorganização do espaço pelas educadoras e crianças, e na oferta de materiais diversificados (brinquedos, equipamentos, sucatas, livros etc) de modo a atender os objetivos das atividades orientadas e possibilitar a iniciativa, através das atividades livres.

A higiene e a alimentação encontram-se embutidas no trabalho educativo, na medida em que são oferecidas às crianças a oportunidade de autocuidado e independência, sempre com a supervisão de uma educadora.

As atividades orientadas são planejadas com base:

a) nas singularidades das crianças e as características sócio-culturais do grupo,
b) nas várias linguagens e as diversas formas de expressão humana e
c) nos instrumentos e recursos necessários para que as crianças possam se apropriar da realidade física e social.

Assim, o planejamento de atividades é elaborado e discutido coletivamente, primeiro no nível da supervisão psicopedagógica com as educadoras; depois, organizado pelas educadoras e apresentado ao grupo de crianças como proposta de trabalho. Neste último momento, são acatadas modificações no plano a partir do interesse e motivação das crianças. Ao término de cada atividade, as educadoras procuram avaliar com a turma a validade da mesma. Dessa forma, a criança exercita sua condição de ator, agente co-participativo de seu processo de aprendizagem.

 



 As atividades são distribuídas da seguinte forma:




a) Atividades permanentes - oferecidas diariamente como integrantes da rotina de educação e cuidado. A roda de conversa, os cantos organizados, a hora do conto, a avaliação do dia o almoço, o banho etc auxiliam a crianças compreender a organização do tempo e do espaço no universo da aprendizagem.

b) Atividades seqüenciais - voltadas para a aprendizagem gradativa das capacidades através da organização de graus de dificuldade, como o processo de se alimentar sozinha, o desenvolvimento do grafismo etc.

c) Projetos de trabalho - são organizados a partir de um problema para resolver ou produto final que se quer obter. Geralmente, eles são desenvolvidos em um ano, sendo desdobrados nos anos seguintes. (Anexo 2)


Adotamos como eixo de trabalho temas geradores, com o objetivo de dar significado às atividades e evidenciar o sentido do conhecimento e permitir uma abordagem interdisciplinar, viabilizando a construção de uma proposta curricular que leve em conta a diversidade e a heterogeneidade como elementos privilegiados no enriquecimento do universo infantil.

 


Rotina
 



A rotina procura facilitar os processos de desenvolvimento e aprendizagem das crianças, levando em consideração o extenso número de horas que essas permanecem na instituição. A organização do tempo prevê possibilidades diversas frente às propostas de atividades, como o fato de a criança poder desenvolver uma atividade sozinha ou em grupo, de modo mais movimentado ou não, com brinquedos e materiais selecionados por ela, de modo que possa se sentir segura e desenvolver sua autonomia.

 

Rotina da turma Berçário




De 8 às 8:30 horas. Entrada das crianças. Momento de troca de informações entre as famílias e as educadoras. A sala encontra-se organizada com brinquedos para receber as crianças.

Ao fechar o portão, é oferecido o lanche para as crianças. Geralmente, leite e biscoito.

Em seguida, acontece a roda de conversa (para saber quem veio à creche, como está o tempo, contar as novidades, explicar o que se vai fazer etc)

Assim, são iniciadas as brincadeiras dirigidas pelas educadoras na sala, pátio ou terraço, conforme o planejamento pedagógico. Atividades de artes, música, movimento, linguagem são desenvolvidas com as crianças, de forma interessante e lúdica. As crianças são divididas em pequenos grupos para melhor aproveitamento das atividades.

Entre uma atividade e outra, as educadoras oferecem água às crianças de modo a mantê-las hidratadas.

Antes do almoço, as crianças são convidadas a irem ao banheiro ou a trocarem as fraldas. Se a criança sentir necessidade de fazê-lo em outros momentos, as educadoras estarão atentas para atendê-las. A sala continua organizada, agora, com outros brinquedos para que as crianças não fiquem sem alternativas de brincadeiras.

Às 10:45 horas, o almoço é servido no refeitório da própria sala. As crianças são estimuladas a se alimentarem sozinhas, supervisionadas pelas educadoras, e a comerem a refeição completa, porém nunca são forçadas. O cardápio é variado a cada dia, sendo que todos os dias são oferecidos o feijão, o arroz ou macarrão, uma proteína e legumes ou verduras. Geralmente, a sobremesa é uma fruta. Ao terminarem, as crianças escovam seus dentes, com a orientação das educadoras, explorando diferentes movimentos com a escova. A escovação se dá com o intuito principal de criar o hábito de cuidado com os dentes. Ao irem terminando, as crianças vão deitando-se em seus colchonetes para tirarem aquela soneca. Alguns demoram a dormir, e a esses são oferecidos livros ou brinquedos até que o sono apareça. Quando não, a educadoras aproximam-se para fazer companhia, propiciando um clima de segurança para o descanso.

Antes das 14 horas, as crianças já estão despertando, e prontas para novamente brincar. Mas, antes, um outro lanche é oferecido. Parece até um divertido piquenique!

Brincar é a forma privilegiada de a criança apreender o mundo que a cerca, por isso, é fundamental permitir que a criança brinque muito, com o corpo, com os brinquedos, sempre observando sua segurança.

Enquanto uns brincam, outros tomam banho, minimizando o tempo de espera das crianças. Para tanto, a sala é arranjada com almofadões, divisórias etc.

Então, uma nova atividade é introduzida pelas educadoras. Geralmente, uma atividade mais tranqüila, como ouvir histórias, cantar, desenhar, assistir ao teatro de fantoches. Essas atividades prendem a atenção do grupo todo.

Agora, é a vez de tomar a sopa ou um outro lanche mais reforçado para ir para casa.

Às 17 horas, o portão é aberto e as crianças entregues a seus responsáveis. Novamente, é um momento de novas trocas entre a instituição e a família.




 

Rotina das turmas Maternal 1, Maternal 2 e Jardim

 


7:45 horas - entrada das educadoras e preparo das salas
8 às 8:15 horas - entrada das crianças. As crianças são recepcionadas por uma gerente que troca informações necessárias com as famílias. As crianças são convidadas a lanchar no refeitório, que é caminho para as salas. Ao término, as crianças dirigem-se às suas respectivas salas.
As crianças são recebidas pelas educadoras e convidadas a participarem da roda de conversa para contarem novidades, fazerem a chamada e discutirem as propostas de atividade para o dia.
As crianças são divididas em grupos menores e iniciam as atividades planejadas (recreação dirigida, biblioteca, atividades artísticas, musicais, pesquisas etc). Geralmente desenvolvem mais de uma atividade dirigida durante a manhã, em espaços diferentes quando possível.
Antes do almoço, as educadoras contam uma história ou conversam sobre o cardápio estimulando a alimentação das crianças. As crianças descem para o refeitório a partir das 11 horas, uma turma de cada vez, onde almoçam em mesas de 6-8 lugares. Neste momento, as educadoras orientam a alimentação e incentivam a provar de tudo.
Após o almoço, as crianças escovam os dentes e vão repousar em colchonetes individuais. As que não quiserem dormir podem ver livros ou revistas, respeitando o silêncio para o descanso.
14 horas- inicia-se novo período. As crianças lancham em suas salas e vão para o banho em banheiros situados dentro das salas. Enquanto uns tomam banho, outros brincam na sala reorganizada ou em cantinhos de brinquedos.
Após esse período, outras atividades orientadas são desenvolvidas, na sala ou em outro espaço da instituição.
16:30 horas - as crianças tomam sopa ou um lanche reforçado.
Ao término, as crianças se reúnem para a avaliação do dia ou para cantar enquanto os trabalhos são distribuídos.
As 17 horas, as crianças vão embora.

 


Rotina da Educação Infantil

 



As crianças desenvolvem atividades complementares aquelas realizadas na escola pública durante meio período (manhã ou tarde). Basicamente, realizam a mesma rotina das demais turmas .


Serviço de Psicologia:
A equipe de Psicologia é composta pela psicóloga e estagiários da PUC (convênio).

 

Projetos realizados:
- Grupos de pais
- Grupos de acolhimentos às famílias
- Grupo "Encontros e Despedidas" (crianças da 4ª série)
- Formação continuada do professor de educação infantil
- Acompanhamento de projetos do curso de desenho industrial da PUC: brinquedos, equipamentos, objetos que promovam o desenvolvimento das crianças - desde 1989)

 


  Interação instituição-família   
       
 



Destacamos como espaços de diálogo entre as famílias e o Dispensário Santa Terezinha os momentos de entrada e saída de crianças, as reuniões de pais, grupos de pais, grupos de trabalho, entrevistas, festividades e encontros com temas específicos (palestras).

Educadores e estagiários de Psicologia elaboram folders sobre temas relativos à educação e ao desenvolvimento da criança pequena, os quais são entregues às famílias, e oportunamente discutidos em grupos de pais ou reuniões.

As famílias participam das atividades pedagógicas através do envio de informações, fotos, sucatas etc, que as educadoras solicitam das crianças e comparecendo às oficinas elaboradas pelas educadoras. Através de entrevistas com os pais feitas pelas próprias crianças, as famílias conhecem o que as crianças estão trabalhando e se fazem conhecer melhor.

 

 


Processo de inserção da criança e da família à instituição
 



O ingresso das crianças na instituição é um dos momentos privilegiados de conhecimento mútuo e ocorre em etapas complementares:

1º ) A entrevista psicossocial é o primeiro momento de troca entre as famílias e a instituição. A assistente social e a psicóloga investigam o contexto sócio-econômico da família e a história / desenvolvimento da criança com os pais e passam algumas informações com base na circular de ingresso à instituição..

2º ) Antes do ingresso da criança, é realizada uma reunião com as famílias para a apresentação da instituição, coordenada pela diretora e a psicóloga. Neste momento, são apresentados a filosofia e concepção de trabalho da instituição, informações relativas ao quadro de pessoal e qualificações, informações sobre a estrutura e funcionamento da instituição, condutas em situações críticas etc.

3º ) A adaptação das crianças à instituição ocorre durante a primeira semana da seguinte forma: horário de permanência das crianças reduzido, entrada em pequenos grupos por semana, atendimento individualizado das crianças pelas educadoras, atenção individualizada às famílias pela gerente ou educadora (no caso do Berçário), apoio psicológico às famílias. Ao longo do processo de adaptação, as famílias continuam sendo acompanhadas pela psicóloga. As educadoras realizam um registro sistemático do processo de cada criança.
Há 4 anos são realizados grupos de acolhimento às famílias durante a primeira semana de adaptação (vídeo-debate e discussão dos sentimentos presentes no processo de adaptação)


 



Avaliação
 



Entendemos que a avaliação é a reflexão transformada em ação, na medida em que subsidia decisões a respeito da aprendizagem das crianças e seus educadores. Resgata o sentido de acompanhamento do desenvolvimento infantil, de reflexão permanente sobre as crianças em seu cotidiano como elo da continuidade da ação pedagógica.

A avaliação mediadora vem de encontro com a proposta de um planejamento pedagógico participativo, flexível e significativo, na medida em que o educador procura entender as possibilidades e avanços de cada criança frente aos desafios propostos, a partir das interações que estabelece com cada uma. Dessa forma, procuramos garantir as diferenças individuais e os esforços de cada uma no âmbito da coletividade.

Instrumentos de avaliação:

" Observações diárias
" Registro das observações em diário de turma
" Relatório individual de acompanhamento da criança
" Entrevistas com as famílias
" Reuniões com as famílias
" Supervisões psicopedagógicas
 



Conclusão:
 


Acreditamos que o projeto ora exposto é um produto provisório, pois a sociedade e a educação estão em permanentes transformações. Ao torná-lo ação, fizemos ajustes, consciente e comprometido e vai ganhando a impressão da própria vida: O movimento.