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DISPENSÁRIO SANTA TEREZINHA
PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DE EDUCAÇÃO
INFANTIL
Rio de Janeiro
2006
Diretora da Instituição
Maria da Glória Wanderley Xavier
Organização do Projeto
Ana Rosa Costa Picanço Moreira
Laïs Bello Martins Ferreira
É mudando o presente que a gente fabrica o futuro;
Por isso então a história é possibilidade e não determinação.
Paulo Freire
Sumário
Justificativa
.................................................................
Pressupostos
filosóficos...............................................
Características da
Instituição.......................................
Propostas de
ação......................................................
Objetivos
educacionais...............................................
Rotina das
turmas.......................................................
Interação
instituição-família.........................................
Processo de inserção à
instituição...............................
Avaliação..................................................................
Anexo.......................................................................
Justificativa
O crescimento do atendimento à criança pequena no Brasil e no
mundo é fruto de determinantes históricos como a expansão dos
centros urbanos, a participação efetiva da mulher no mercado de
trabalho e os novos arranjos e funcionamentos familiares,
principalmente. Esse movimento tem acarretado a necessidade de
se repensar o trabalho desenvolvido nas creches e pré-escolas,
atualmente compreendidas como Educação Infantil.
A inclusão da educação infantil no sistema educacional, a partir
das determinações da Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (Lei 9.394/96 ), estabelece que essa é a primeira etapa
da educação básica, cabendo à Educação Infantil integrar
educação e cuidado, levando em consideração as condições
sócioculturais para o desenvolvimento das crianças.
Para enfrentar os novos desafios do cotidiano da Educação
Infantil, urge a necessidade de se Ter em mãos um instrumento
que clarifique as possibilidades e limites da instituição,
delineando o horizonte da caminhada, estabelecendo a referência
geral e expressando o desejo e o compromisso com o coletivo.
O Projeto Político-Pedagógico é assim compreendido numa
perspectiva dinâmica, em constante reformulação a partir das
transformações da instituição, comunidade, sociedade, pois,
trata-se da manifestação de sujeitos concretos, contextualizados
e comprometidos com uma educação de qualidade.
.A elaboração deste projeto iniciou-se com uma série de
discussões e reflexões, realizadas dentro e fora da instituição,
em semanas e dias pedagógicos, grupo de estudos, fóruns de
educação infantil, encontros acadêmicos etc., e foi baseada numa
análise atualizada da população atendida e suas necessidades de
educação e assistência, articulada com as exigências do mundo
atual. Para tanto, levamos em conta nossa realidade,
necessidades, diferenças, buscando, a compreensão e o respeito à
criança, garantindo, em parte, a realização de um trabalho de
qualidade.
O projeto foi ganhando forma na interação entre os diferentes
sujeitos envolvidos: educadores, crianças, famílias, equipe
técnica, coordenação, direção e demais funcionários.
Dispomos dos seguintes instrumentos para a identificação da
nossa clientela e suas necessidades
:
a) entrevistas psicossociais com as famílias,
b) relatórios ou registros do cotidiano das turmas,
c) reuniões com responsáveis e
d) observações participante das crianças.
Vale ressaltar que a análise dos dados é realizada de modo
interdisciplinar, discutida periodicamente em reuniões de equipe
técnico-pedagógica .
Pressupostos filosóficos
Concebe-se a criança a partir de uma visão antropológica e
histórica, inserida, portanto, num determinado contexto de
relações com a natureza, com outras pessoas e consigo mesma. Nas
interações com os outros e com o mundo, numa rede de
significados, a criança se desenvolve ativamente e se constitui
em um ser único.
A criança possui uma forma única de pensar e agir. Na interações
com o meio físico e social ela se esforça para compreender o
mundo que a cerca através de brincadeiras, principalmente.
O eixo filosófico assumido valoriza a construção social do
sujeito como permanente, fruto de um processo histórico. Da
mesma forma, a educação deve estar dirigida para a ação social
crítica, baseada no diálogo, na troca e no confronto de idéias.
Constitui-se ao mesmo tempo como fenômeno individual e social.
A Pedagogia Crítica considera o processo educativo como um
empreendimento político-cultural, devendo unir conhecimento e
poder para usá-los no desenvolvimento de uma cidadania plena.
Educar implica inserir o ambiente educativo na sociedade, no
sentido de discutir as interferências de um sobre o outro,
selecionar os conteúdos pertinentes a serem tratados com as
crianças e como desenvolvê-los.
Para tanto, o projeto pedagógico deve estar voltado para o
planejamento de situações desafiantes que levem as crianças a
descobrirem, criarem e transformarem o conhecimento de si e do
mundo que a cerca. Não cremos que a educação seja capaz de
transformar sozinha a sociedade, mas, certamente, ela se
constitui em um instrumento de transformação.
Ao alcançarem, na reflexão e na ação em comum, este saber, na
realidade se descobrem como seus refazedores permanentes.
(Freire, 1970)
Entendemos que a educação da criança de zero a seis anos deve
promover o desenvolvimento de seus múltiplos aspectos, como o
cognitivo, social, emocional, psicomotor, cultural e político,
de maneira dialética. Ou seja, pensamos esses aspectos como
partes ou pequenas totalidades pertencentes a um todo maior, a
criança, que por sua vez encontra-se inserida em uma matriz
sócio-histórica.
Partindo do princípio que a criança é o próprio agente de seu
desenvolvimento, o educador tende a assumir um papel desafiador,
provocando desequilíbrios (conflitos cognitivos) para que a
criança, através de reequilibrações sucessivas, seja estimulada
a descobrir e, portanto, a construir o conhecimento.
O educador também, organizador de experiências, intervém no
processo de construção de cada um, procurando estar atento à
fala das crianças ( reveladora de suas concepções e hipótese) e,
a partir daí, propor questionamentos e acrescentar dados que
gerem conflitos e reflexões. Esta intervenção faz do educador em
elemento importante na educação: é aquele que planeja, avalia e
re-orienta.
Características da Instituição
O Dispensário Santa Terezinha é uma instituição filantrópica que
atende a aproximadamente 320 crianças, de 1 a 12 anos,
provenientes das comunidades de baixa renda da Rocinha e
Vidigal, principalmente. Funciona em regime de tempo integral,
isto é, das 8 às 17 horas, de Segunda à Sexta-feira.
Geralmente, as crianças atendidas são filhas de trabalhadoras,
na sua grande maioria, diaristas ou empregadas domésticas que
trabalham na região ou adjacências.
A maioria das famílias é originária dos estados do nordeste, e
os costumes e práticas da região procuram ser destacados no
trabalho pedagógico com as crianças. Assim, as famílias costumam
ser solicitadas a participar do desenvolvimento das atividades,
e não apenas dos eventos institucionais como festividades,
reuniões, palestras, apresentações de projetos.
Fundado em 1926 pelo grupo Senhoras da Gávea, uma associação de
caráter particular, o Dispensário Santa Terezinha prestava
auxílio exclusivamente material e moral, através da obra do
quilo. Em 1956, em prédio próprio, a instituição inaugurou o
serviço de creche para filhos de trabalhadoras, empregadas
domésticas, na sua grande maioria, com ênfase na perspectiva
higienista-assistencial. Nos anos 70, o espaço físico foi
ampliado e a instituição já atendia a 120 crianças de 2 a 6 anos
de idade distribuídas em salas específicas por faixa etária, e
contava com diversos técnicos (pedagogo, psicólogo,
fonoaudiólogo, assistente social e pediatra) direcionando suas
ações para o âmbito da educação compensatória, de estimulação
cognitiva e motora. O apoio sócio-pedagógico a crianças de 1ª a
4ª séries, em regime de tempo parcial, começou a fazer parte das
propostas da instituição. No anos 90, o berçário foi construído
para atender a crianças a partir de um ano, e uma nova tendência
se edificou: o Dispensário como um espaço de socialização da
criança.
Atualmente, a instituição contempla os níveis de:
- Educação Infantil, em regime de tempo integral, para crianças
do Berçário ao Jardim e
- Apoio sócio-pedagógico, em regime de tempo parcial, para
crianças da turma Educação Infantil até a 4a série do Ensino
Fundamental, as quais freqüentam a escola pública.
Recursos materiais e humanos:
A instituição dispõe de salas específicas para cada turma, com
capacidade para até 40 crianças, e são organizadas da seguinte
forma:
-Berçário - 43 crianças para 4 educadoras;
-Maternal 1 - 43 crianças para 3 educadoras;
-Maternal 2 - 43 crianças para 2 educadoras;
- Jardim - 43 crianças para 2 educadoras.
As crianças são divididas em subgrupos e ocupam diferentes
espaços da instituição ao longo do dia, com vistas a respeitar
as possibilidades de interação criança-adulto.
A turma Educação Infantil permanece na instituição durante meio
período, portanto, as turmas se constituem de aproximadamente 21
crianças para 2 educadoras.
Equipamentos
Cada sala dispõe de 1 aparelho de som. A TV e o vídeo cassete
encontram-se no refeitório para uso das diferentes turmas em
horários diversos.
A instituição possui uma biblioteca onde as crianças costumam
freqüentar periodicamente, para explorar os livros livremente,
escutar histórias, pesquisar etc..
O quadro funcional é composto por:
Função docente:
educadoras com os níveis de escolaridade:
a) Médio cursando complementação pedagógica: 01
b) Médio modalidade Normal: 05
c) Cursando normal superior: 01
d) Superior (Pedagogia): 02
e) Cursando Pedagogia: 02
1 professor de jogos e recreação, que trabalha com a turma de
Educação Infantil.
Função técnica:
1 psicóloga
1 pedagoga
1 assistente social
1 pediatra
2 dentistas
Função administrativa:
1 gerente administrativa
1 auxiliar administrativa
1 auxiliar de escritório
1 gerente de serviços gerais
Função de apoio:
2 serventes
3 cozinheiras
O organograma das funções estabelece uma hierarquia, apontando
para a existência de relações construtivas.
Proposta de trabalho
EmEm relação às ações desenvolvidas com as crianças,
destacam-se:
- programa de assistência social (acompanhamento e apoio às
famílias por uma assistente social);
- programa de nutrição (oferecimento de 4 refeições para as
crianças em tempo integral e 3 para as de tempo parcial);
- programa de higiene e saúde (realização da higiene bucal e
corporal, sob a orientação de 1 pediatra e 2 dentistas e
supervisão das educadoras);
- programa educacional (atividades de cuidado e educação,
orientadas por 1 pedagoga e 1 psicóloga e desenvolvidas pelas
educadoras das turmas);
- programa voluntário de ensino religioso, inglês e atendimento
psicopedagógico, baseados em projetos de trabalho.
- 1 contadora de história que trabalha com as turmas de maternal
2 e jardim (desde 2005)
Em relação à formação continuada do educador:
- grupo de estudos: realizado quinzenalmente, com o
objetivo de estudar temas específicos, com o auxílio da leitura
de textos sobre educação e desenvolvimento infantil;
- grupo operativo: realizado quinzenalmente, com o
objetivo de favorecer a cooperação, a autonomia e a auto-estima
dos educadores através de dinâmicas de grupo, principalmente;
- planejamento coletivo: realizado mensalmente, com o
objetivo de integrar o planejamento de todas as turmas de
educação infantil;
- oficina de textos: realizada mensalmente, com o objetivo de
produzir material educativo para as famílias.
- semanas pedagógicas: realizadas 2 vezes no ano para a
atualização dos educadores, onde são abordados temas como saúde,
higiene coletiva, relação com a família e planejamento
pedagógico;
- dias pedagógicos: realizados mensalmente, com o
objetivo do aprimoramento nas áreas de matemática e português;
- supervisão psicopedagógica: realizada semanalmente para
a reflexão do trabalho educativo, do comportamento de crianças
etc.
Adotamos como documento norteador de nossas práticas o
Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil (1998), o
qual se constitui em orientações pedagógicas que são estudadas,
discutidas e ressignificadas para nossa realidade.
A interdisciplinaridade aplicada ao processo educativo infantil
busca formar redes entre as áreas de conhecimento específicas,
propiciando a realização de atividades com múltiplas abordagens,
isto é, promovendo o desenvolvimento e a integração entre os
aspectos físicos, emocionais, cognitivos, psicomotores, sociais
e culturais das crianças.
Objetivos educacionais
De acordo com a perspectiva sócio-histórica de desenvolvimento
humano, o Dispensário Santa Terezinha tem como objetivos que as
crianças sejam capazes de:
- Crescerem como cidadãos críticos e conscientes de sua
responsabilidade social;
- Construírem uma imagem positiva de si, de modo a ampliar a sua
autoconfiança;
- Priorizarem ações de cooperação e solidariedade, desenvolvendo
as atitudes de ajuda e sua autonomia;
- Construírem formas de autocuidado e cuidado com o mundo físico
e social;
- Construírem conhecimento a partir de vivências significativas;
- Desenvolverem diferentes formas de expressão e comunicação
(corporal, oral, gráfica);
Privilegiamos como metodologia de trabalho com a criança pequena
a brincadeira, seja ela livre ou orientada. Brincar é a forma
privilegiada de a criança construir conhecimento, da mesma forma
que é brincando que ela aprende a brincar.
Acreditamos que para a criança exercer a sua capacidade criadora
é necessário que haja riqueza e diversidade nas experiências que
lhe são oferecidas.
A programação da instituição baseia-se na organização e
reorganização do espaço pelas educadoras e crianças, e na oferta
de materiais diversificados (brinquedos, equipamentos, sucatas,
livros etc) de modo a atender os objetivos das atividades
orientadas e possibilitar a iniciativa, através das atividades
livres.
A higiene e a alimentação encontram-se embutidas no trabalho
educativo, na medida em que são oferecidas às crianças a
oportunidade de autocuidado e independência, sempre com a
supervisão de uma educadora.
As atividades orientadas são planejadas com base:
a) nas singularidades das crianças e as características
sócio-culturais do grupo,
b) nas várias linguagens e as diversas formas de expressão
humana e
c) nos instrumentos e recursos necessários para que as crianças
possam se apropriar da realidade física e social.
Assim, o planejamento de atividades é elaborado e discutido
coletivamente, primeiro no nível da supervisão psicopedagógica
com as educadoras; depois, organizado pelas educadoras e
apresentado ao grupo de crianças como proposta de trabalho.
Neste último momento, são acatadas modificações no plano a
partir do interesse e motivação das crianças. Ao término de cada
atividade, as educadoras procuram avaliar com a turma a validade
da mesma. Dessa forma, a criança exercita sua condição de ator,
agente co-participativo de seu processo de aprendizagem.
As atividades são distribuídas da seguinte forma:
a) Atividades permanentes - oferecidas diariamente como
integrantes da rotina de educação e cuidado. A roda de conversa,
os cantos organizados, a hora do conto, a avaliação do dia o
almoço, o banho etc auxiliam a crianças compreender a
organização do tempo e do espaço no universo da aprendizagem.
b) Atividades seqüenciais - voltadas para a aprendizagem
gradativa das capacidades através da organização de graus de
dificuldade, como o processo de se alimentar sozinha, o
desenvolvimento do grafismo etc.
c) Projetos de trabalho - são organizados a partir de um
problema para resolver ou produto final que se quer obter.
Geralmente, eles são desenvolvidos em um ano, sendo desdobrados
nos anos seguintes. (Anexo 2)
Adotamos como eixo de trabalho temas geradores, com o objetivo
de dar significado às atividades e evidenciar o sentido do
conhecimento e permitir uma abordagem interdisciplinar,
viabilizando a construção de uma proposta curricular que leve em
conta a diversidade e a heterogeneidade como elementos
privilegiados no enriquecimento do universo infantil.
Rotina
A rotina procura facilitar os processos de desenvolvimento e
aprendizagem das crianças, levando em consideração o extenso
número de horas que essas permanecem na instituição. A
organização do tempo prevê possibilidades diversas frente às
propostas de atividades, como o fato de a criança poder
desenvolver uma atividade sozinha ou em grupo, de modo mais
movimentado ou não, com brinquedos e materiais selecionados por
ela, de modo que possa se sentir segura e desenvolver sua
autonomia.
Rotina da turma Berçário
De 8 às 8:30 horas. Entrada das crianças. Momento de troca de
informações entre as famílias e as educadoras. A sala
encontra-se organizada com brinquedos para receber as crianças.
Ao fechar o portão, é oferecido o lanche para as crianças.
Geralmente, leite e biscoito.
Em seguida, acontece a roda de conversa (para saber quem veio à
creche, como está o tempo, contar as novidades, explicar o que
se vai fazer etc)
Assim, são iniciadas as brincadeiras dirigidas pelas educadoras
na sala, pátio ou terraço, conforme o planejamento pedagógico.
Atividades de artes, música, movimento, linguagem são
desenvolvidas com as crianças, de forma interessante e lúdica.
As crianças são divididas em pequenos grupos para melhor
aproveitamento das atividades.
Entre uma atividade e outra, as educadoras oferecem água às
crianças de modo a mantê-las hidratadas.
Antes do almoço, as crianças são convidadas a irem ao banheiro
ou a trocarem as fraldas. Se a criança sentir necessidade de
fazê-lo em outros momentos, as educadoras estarão atentas para
atendê-las. A sala continua organizada, agora, com outros
brinquedos para que as crianças não fiquem sem alternativas de
brincadeiras.
Às 10:45 horas, o almoço é servido no refeitório da própria
sala. As crianças são estimuladas a se alimentarem sozinhas,
supervisionadas pelas educadoras, e a comerem a refeição
completa, porém nunca são forçadas. O cardápio é variado a cada
dia, sendo que todos os dias são oferecidos o feijão, o arroz ou
macarrão, uma proteína e legumes ou verduras. Geralmente, a
sobremesa é uma fruta. Ao terminarem, as crianças escovam seus
dentes, com a orientação das educadoras, explorando diferentes
movimentos com a escova. A escovação se dá com o intuito
principal de criar o hábito de cuidado com os dentes. Ao irem
terminando, as crianças vão deitando-se em seus colchonetes para
tirarem aquela soneca. Alguns demoram a dormir, e a esses são
oferecidos livros ou brinquedos até que o sono apareça. Quando
não, a educadoras aproximam-se para fazer companhia, propiciando
um clima de segurança para o descanso.
Antes das 14 horas, as crianças já estão despertando, e prontas
para novamente brincar. Mas, antes, um outro lanche é oferecido.
Parece até um divertido piquenique!
Brincar é a forma privilegiada de a criança apreender o mundo
que a cerca, por isso, é fundamental permitir que a criança
brinque muito, com o corpo, com os brinquedos, sempre observando
sua segurança.
Enquanto uns brincam, outros tomam banho, minimizando o tempo de
espera das crianças. Para tanto, a sala é arranjada com
almofadões, divisórias etc.
Então, uma nova atividade é introduzida pelas educadoras.
Geralmente, uma atividade mais tranqüila, como ouvir histórias,
cantar, desenhar, assistir ao teatro de fantoches. Essas
atividades prendem a atenção do grupo todo.
Agora, é a vez de tomar a sopa ou um outro lanche mais reforçado
para ir para casa.
Às 17 horas, o portão é aberto e as crianças entregues a seus
responsáveis. Novamente, é um momento de novas trocas entre a
instituição e a família.
Rotina das turmas Maternal 1, Maternal 2 e Jardim
7:45 horas - entrada das educadoras e preparo das salas
8 às 8:15 horas - entrada das crianças. As crianças são
recepcionadas por uma gerente que troca informações necessárias
com as famílias. As crianças são convidadas a lanchar no
refeitório, que é caminho para as salas. Ao término, as crianças
dirigem-se às suas respectivas salas.
As crianças são recebidas pelas educadoras e convidadas a
participarem da roda de conversa para contarem novidades,
fazerem a chamada e discutirem as propostas de atividade para o
dia.
As crianças são divididas em grupos menores e iniciam as
atividades planejadas (recreação dirigida, biblioteca,
atividades artísticas, musicais, pesquisas etc). Geralmente
desenvolvem mais de uma atividade dirigida durante a manhã, em
espaços diferentes quando possível.
Antes do almoço, as educadoras contam uma história ou conversam
sobre o cardápio estimulando a alimentação das crianças. As
crianças descem para o refeitório a partir das 11 horas, uma
turma de cada vez, onde almoçam em mesas de 6-8 lugares. Neste
momento, as educadoras orientam a alimentação e incentivam a
provar de tudo.
Após o almoço, as crianças escovam os dentes e vão repousar em
colchonetes individuais. As que não quiserem dormir podem ver
livros ou revistas, respeitando o silêncio para o descanso.
14 horas- inicia-se novo período. As crianças lancham em suas
salas e vão para o banho em banheiros situados dentro das salas.
Enquanto uns tomam banho, outros brincam na sala reorganizada ou
em cantinhos de brinquedos.
Após esse período, outras atividades orientadas são
desenvolvidas, na sala ou em outro espaço da instituição.
16:30 horas - as crianças tomam sopa ou um lanche reforçado.
Ao término, as crianças se reúnem para a avaliação do dia ou
para cantar enquanto os trabalhos são distribuídos.
As 17 horas, as crianças vão embora.
Rotina da Educação Infantil
As crianças desenvolvem atividades complementares aquelas
realizadas na escola pública durante meio período (manhã ou
tarde). Basicamente, realizam a mesma rotina das demais turmas .
Serviço de Psicologia:
A equipe de Psicologia é composta pela psicóloga e estagiários
da PUC (convênio).
Projetos realizados:
- Grupos de pais
- Grupos de acolhimentos às famílias
- Grupo "Encontros e Despedidas" (crianças da 4ª série)
- Formação continuada do professor de educação infantil
- Acompanhamento de projetos do curso de desenho industrial da
PUC: brinquedos, equipamentos, objetos que promovam o
desenvolvimento das crianças - desde 1989)
Interação instituição-família
Destacamos como espaços de diálogo entre as famílias e o
Dispensário Santa Terezinha os momentos de entrada e saída de
crianças, as reuniões de pais, grupos de pais, grupos de
trabalho, entrevistas, festividades e encontros com temas
específicos (palestras).
Educadores e estagiários de Psicologia elaboram folders sobre
temas relativos à educação e ao desenvolvimento da criança
pequena, os quais são entregues às famílias, e oportunamente
discutidos em grupos de pais ou reuniões.
As famílias participam das atividades pedagógicas através do
envio de informações, fotos, sucatas etc, que as educadoras
solicitam das crianças e comparecendo às oficinas elaboradas
pelas educadoras. Através de entrevistas com os pais feitas
pelas próprias crianças, as famílias conhecem o que as crianças
estão trabalhando e se fazem conhecer melhor.
Processo de
inserção da criança e da família à instituição
O ingresso das crianças na instituição é um dos momentos
privilegiados de conhecimento mútuo e ocorre em etapas
complementares:
1º ) A entrevista psicossocial é o primeiro momento de troca
entre as famílias e a instituição. A assistente social e a
psicóloga investigam o contexto sócio-econômico da família e a
história / desenvolvimento da criança com os pais e passam
algumas informações com base na circular de ingresso à
instituição..
2º ) Antes do ingresso da criança, é realizada uma reunião com
as famílias para a apresentação da instituição, coordenada pela
diretora e a psicóloga. Neste momento, são apresentados a
filosofia e concepção de trabalho da instituição, informações
relativas ao quadro de pessoal e qualificações, informações
sobre a estrutura e funcionamento da instituição, condutas em
situações críticas etc.
3º ) A adaptação das crianças à instituição ocorre durante a
primeira semana da seguinte forma: horário de permanência das
crianças reduzido, entrada em pequenos grupos por semana,
atendimento individualizado das crianças pelas educadoras,
atenção individualizada às famílias pela gerente ou educadora
(no caso do Berçário), apoio psicológico às famílias. Ao longo
do processo de adaptação, as famílias continuam sendo
acompanhadas pela psicóloga. As educadoras realizam um registro
sistemático do processo de cada criança.
Há 4 anos são realizados grupos de acolhimento às famílias
durante a primeira semana de adaptação (vídeo-debate e discussão
dos sentimentos presentes no processo de adaptação)
Avaliação
Entendemos que a avaliação é a reflexão transformada em ação, na
medida em que subsidia decisões a respeito da aprendizagem das
crianças e seus educadores. Resgata o sentido de acompanhamento
do desenvolvimento infantil, de reflexão permanente sobre as
crianças em seu cotidiano como elo da continuidade da ação
pedagógica.
A avaliação mediadora vem de encontro com a proposta de um
planejamento pedagógico participativo, flexível e significativo,
na medida em que o educador procura entender as possibilidades e
avanços de cada criança frente aos desafios propostos, a partir
das interações que estabelece com cada uma. Dessa forma,
procuramos garantir as diferenças individuais e os esforços de
cada uma no âmbito da coletividade.
Instrumentos de avaliação:
" Observações diárias
" Registro das observações em diário de turma
" Relatório individual de acompanhamento da criança
" Entrevistas com as famílias
" Reuniões com as famílias
" Supervisões psicopedagógicas
Conclusão:
Acreditamos que o projeto ora exposto é um produto provisório,
pois a sociedade e a educação estão em permanentes
transformações. Ao torná-lo ação, fizemos ajustes, consciente e
comprometido e vai ganhando a impressão da própria vida: O
movimento.
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